O Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS), liderado por Jónica Brito, surge como uma alternativa ao tradicional bipartidarismo em Cabo Verde, com a proposta de se tornar uma 'terceira via' no Parlamento. O partido critica a atual situação económica, argumentando que o crescimento do PIB não reflete a realidade da maioria da população e defende uma melhor distribuição da riqueza gerada pelo turismo. O PTS propõe uma agenda focada na transformação política, com ênfase na produção interna para mitigar a inflação importada, e sugere a inclusão da diáspora no desenvolvimento do país. Além disso, o partido critica a gestão das ligações inter-ilhas, propondo uma revisão do modelo de concessão dos transportes marítimos e a fiscalização estatal para garantir a regularidade das viagens. Na educação, o PTS defende um pacto nacional que assegure a continuidade das reformas, focando na qualidade do ensino em vez da quantidade de alunos. O partido também coloca a saúde como uma prioridade, propondo uma agenda independente das alternâncias políticas para garantir investimentos e políticas de prevenção consistentes ao longo do tempo.