A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Cabo Verde admite que ainda há muito a fazer para garantir um sistema eleitoral inclusivo. A CNE destacou que a promoção da inclusão é uma prioridade estratégica, com medidas implementadas nos últimos anos, como a introdução de acessibilidade nas formações para agentes eleitorais e a utilização de Braille nas mesas de voto. Apesar disso, associações que trabalham com pessoas com deficiência, como a Acarinhar e a ADEVIC, afirmam que as limitações permanecem, especialmente em termos de comunicação e formação de assistentes. A presidente da Acarinhar, Teresa Mascarenhas, enfatiza que a acessibilidade deve incluir uma comunicação clara e adequada, além da eliminação de barreiras físicas. A CNE e as associações concordam que cada passo dado é um avanço em direção a uma democracia mais justa.