De acordo com o relatório 'Penas de Morte e Execuções 2025' da Amnistia Internacional, a África Subsaariana executou menos pessoas em 2025 em comparação a 2024, com um total de 18 execuções, o terceiro mais baixo desde 2016. No entanto, o número de condenações à morte aumentou em 74%, passando de 443 em 2024 para 771 em 2025, com a República Democrática do Congo a representar quase metade dessas sentenças. A situação na Nigéria é preocupante, onde foram apresentados projetos de lei contraditórios sobre a pena de morte, refletindo uma tensão entre esforços para abolir e expandir a aplicação dessa pena. Além disso, a Amnistia Internacional destacou que, apesar da diminuição no número de países que impuseram sentenças de morte, houve um aumento significativo em seis países, incluindo a RDCongo e a Nigéria. Iniciativas legislativas para abolir a pena de morte foram observadas na Gâmbia e na Libéria, enquanto países como Burkina Faso e Chade estão a considerar reintroduzir ou expandir a pena capital. A AI alertou para a narrativa de segurança que alguns governos utilizam para justificar a pena de morte, considerando-a uma ferramenta necessária para a proteção da segurança pública. Globalmente, o número de execuções em 2025 foi alarmante, com pelo menos 2.707 pessoas executadas, um aumento significativo em relação ao ano anterior. Este cenário levanta questões sobre os direitos humanos e a eficácia da pena de morte como um meio de dissuasão.