Uma nova droga sintética, conhecida como K4, está a causar preocupação nas prisões portuguesas, sendo frequentemente enviada aos reclusos em cartas de amor. A K4 é extremamente difícil de detectar, pois não deixa cor nem cheiro, o que a torna um pesadelo para os guardas prisionais. Desde o primeiro caso conhecido em 2020, o número de incidentes relacionados com esta substância tem aumentado, levando a surtos psicóticos, agressões e até mortes entre os reclusos. Frederico Morais, presidente do sindicato dos Guardas Prisionais, destacou a dificuldade em identificar a droga, que pode ser pulverizada de forma a parecer uma carta inofensiva. As autoridades temem que o número real de casos seja muito maior do que os que são reportados, uma vez que muitos não são detetados. Além disso, a K4 é vendida na internet, com preços que variam de dois mil a quatro mil euros por folha impregnada. Os efeitos da K4 são alarmantes, com relatos de reclusos a apresentarem comportamentos agressivos e alucinações. A situação é complicada pelo fato de que muitos dos componentes da K4 não estão legalmente classificados como drogas em Portugal, dificultando a ação das autoridades. Atualmente, as prisões não dispõem de mecanismos eficazes para detectar a presença da droga nas cartas que chegam aos reclusos, o que levanta preocupações sobre a segurança dentro das instituições.