A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou que só teve conhecimento da denúncia oficial da Comissão Nacional de Eleições (CNE) sobre alegadas práticas de compra de votos na cidade da Praia três dias após o envio do alerta. O comunicado da PGR justifica o atraso com o horário em que a CNE enviou a deliberação, que foi após o expediente normal da PGR. Essa situação foi criticada por internautas, que consideraram inaceitável que um serviço público como a PGR não funcionasse em um momento crítico como as eleições legislativas. O alerta da CNE referia-se a casos de compra de votos, incluindo a oferta de cestas básicas e dinheiro, que foram reportados por internautas e pelo partido PAICV. A PGR, ao tomar conhecimento da denúncia, afirmou que imediatamente enviou o caso à Procuradoria da República da Comarca da Praia para análise. A instituição ressaltou que, conforme a lei, o Ministério Público deve agir de acordo com os procedimentos legais e que a autonomia do MP é fundamental para a sua atuação. O comunicado gerou uma onda de reações nas redes sociais, onde muitos questionaram a justificativa da PGR para o atraso na resposta. Críticos argumentaram que, dada a proximidade das eleições, a PGR deveria ter mantido um funcionamento contínuo para lidar com denúncias urgentes. A situação levanta questões sobre a eficácia e a prontidão das instituições responsáveis pela supervisão do processo eleitoral em Cabo Verde.