Após o desaire eleitoral da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), Lídio Silva, seu fundador e presidente histórico, defende uma renovação da liderança e uma reflexão interna. Ele aponta a elevada taxa de abstenção como um indicativo do desgaste da política em Cabo Verde, atribuindo isso a promessas irrealistas e à lógica de 'rutura permanente' entre os governos, que afastam os eleitores. Silva expressa decepção pela perda de dois deputados, sugerindo que a direção da UCID deve convocar um congresso para analisar os resultados e discutir a renovação da liderança. Ele critica também as práticas de aliciamento de eleitores e a compra de consciências, reconhecendo que o partido falhou internamente e enfrenta dificuldades históricas fora da ilha de São Vicente. Além disso, Lídio Silva questiona a estratégia de incluir candidatos do Movimento para a Democracia (MpD) nas listas eleitorais, especialmente nos círculos da Praia e do Fogo, defendendo uma reorganização interna e uma melhor divisão de tarefas. Com cerca de dois anos vivendo em Portugal, ele está afastado da política ativa desde 2017.