Um estudo recente indica que a subida do nível médio global do mar está a acelerar, com um aumento que duplicou de 2,06 milímetros por ano entre 1960 e 2005 para 3,94 milímetros por ano desde então. Esta pesquisa, liderada por investigadores do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, destaca o aquecimento oceânico como uma das principais causas, representando 43% do aumento observado desde 1960. Além do aquecimento oceânico, o degelo dos glaciares de montanha, da camada de gelo da Gronelândia e da Antártida, bem como a água proveniente de reservatórios em terra, também contribuem para a subida do nível do mar. O estudo enfatiza que, desde 1993, a perda de gelo, incluindo o degelo acelerado dos glaciares e das calotes polares, tornou-se um fator cada vez mais relevante. Os investigadores atribuem as suas descobertas aos avanços na tecnologia de observação, que permitiram correções nas medições de satélite e métodos melhorados para estimar o movimento da terra. John Abraham, coautor do estudo, afirma que agora é possível explicar a subida do nível do mar com maior confiança, graças a melhores instrumentos e análises. Os cientistas alertam que a subida do nível do mar, consequência direta das alterações climáticas provocadas por atividades humanas, é difícil de travar. Mesmo com a estabilização dos gases com efeito de estufa, a inércia do oceano e do gelo mundial significa que a subida continuará durante séculos, à medida que os oceanos aquecem e o gelo terrestre derrete.