O julgamento do caso de Odair Moniz, um cabo-verdiano morto por um agente da polícia portuguesa, está a chegar à sua fase final no tribunal de Sintra. O procurador do Ministério Público, Pedro Pereira, argumentou que o crime de homicídio deve ser considerado provado e pediu a condenação do agente Bruno Pinto, além de uma pena acessória que o impeça de exercer funções policiais. Durante o julgamento, foram apresentadas imagens de videovigilância e de telemóveis que documentam os eventos da noite do crime, onde o MP contestou a versão da polícia de que Odair estaria armado. O procurador enfatizou que a alegação de legítima defesa não se sustenta, dado que a força utilizada pelo agente não foi proporcional e violou os direitos fundamentais. A defesa de Odair Moniz, representada pelo advogado José Semedo, também reforçou que as testemunhas afirmaram que ele estava desarmado e que a suposta arma só foi vista após a sua morte. O advogado do agente, Ricardo Serrano Vieira, pediu a absolvição, alegando que o caso é complexo e que as testemunhas podem ter mentido. A sentença final será conhecida a 15 de Junho.