A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho confirmou a morte de três voluntários durante o atual surto de ébola na República Democrática do Congo. Alikana Udumusi Augustin, Sezabo Katanabo e Ajiko Chandiru Vivian estavam a trabalhar na filiaé da Cruz Vermelha em Mongbwalu, uma área gravemente afetada pelo surto. Os voluntários contraíram o vírus enquanto realizavam atividades humanitárias não relacionadas com o ébola, especificamente na remoção de corpos em 27 de março. O surto, que foi declarado a 15 de maio na província de Ituri, já contabiliza 750 casos suspeitos e 177 mortes, com a estirpe Bundibugyo do vírus a apresentar uma taxa de mortalidade entre 30% e 50%. A Organização Mundial de Saúde alertou que não existe vacina ou tratamento específico autorizado para esta variante do vírus, o que agrava a situação. Um apelo foi feito por um grupo de países, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia, para que as partes em conflito na região facilitem as operações de resposta ao surto. O grupo expressou preocupação com o impacto do conflito na estabilidade regional e reiterou que a solução deve ser buscada através de negociações, não de ações militares. Este é o décimo sétimo surto de ébola registado na RDC desde a detecção inicial do vírus em 1976.