Hoje, Madrid foi palco de uma grande manifestação onde dezenas de milhares de pessoas exigiram a demissão do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e a convocação de eleições antecipadas. Organizada pela sociedade civil e apoiada pelos partidos PP e Vox, a 'Marcha pela Dignidade' contou com a participação de 120.000 pessoas, segundo os organizadores, embora a Delegação do Governo em Madrid tenha estimado o número em cerca de 40.000. Os manifestantes expressaram seu descontentamento com gritos de 'Pedro Sánchez, demissão' e 'Não é um Governo, é uma máfia', enquanto tentavam se aproximar do Palácio da Moncloa, levando ao corte de tráfego em várias ruas. A marcha, que foi marcada por momentos de tensão entre manifestantes e a polícia, também trouxe à tona sentimentos xenófobos, com algumas pessoas fazendo comentários hostis sobre imigração. A presidente do Senado, Alicia García, representando o Partido Popular, destacou que os espanhóis estão cansados de acordar todos os dias com novos escândalos de corrupção, colocando a responsabilidade diretamente em Sánchez. A manifestação também contou com a presença de líderes do Vox, que acusaram o governo de promover uma 'invasão migratória' e de estar envolvido em práticas corruptas. Os protestos refletem um crescente descontentamento com o governo atual, especialmente em um momento em que as eleições gerais estão previstas para 2027. A situação política na Espanha continua a ser tensa, com apelos por mudanças e uma maior responsabilização dos líderes políticos.