A República Democrática do Congo e o Uganda estão a lidar com um surto de Ébola, causado pela variante Bundibugyo, que já causou 139 mortes e mais de 600 casos suspeitos. A Organização Mundial da Saúde expressou preocupação com a gravidade e a velocidade da epidemia, que pode ter circulado sem detecção por semanas. A resposta ao surto é dificultada pela instabilidade na região, com ataques de grupos armados que atrasam as operações de saúde pública. Os confrontos entre forças governamentais e rebeldes nas províncias de Kivu do Sul e Kivu do Norte estão a limitar o acesso dos profissionais de saúde às comunidades afetadas. A insegurança impede que os médicos cheguem a várias aldeias, complicando ainda mais o controle da doença. A sociedade civil também expressa preocupações sobre como o clima de terror e a fuga da população estão a contribuir para a propagação do vírus. Além da violência, a redução da ajuda internacional está a atrasar a resposta ao surto. Especialistas afirmam que a diminuição de recursos comprometeu a rapidez na detecção e contenção do Ébola. A administração dos EUA, sob a liderança de Donald Trump, cortou significativamente o financiamento da USAID e de outras organizações de saúde, o que tem um impacto direto na capacidade de resposta a epidemias na região.