Sonny Rollins, o icônico saxofonista norte-americano, faleceu nesta segunda-feira, aos 95 anos, em sua casa em Woodstock, Nova Iorque. Conhecido como 'Saxophone Colossus', Rollins foi uma figura central na evolução do jazz moderno e um dos últimos grandes sobreviventes da era bebop. Ao longo de sua carreira de mais de seis décadas, colaborou com lendas como Miles Davis, Thelonious Monk e John Coltrane, criando obras que se tornaram referências no gênero. Nascido Walter Theodore Rollins em 1930, em Harlem, ele começou a tocar saxofone ainda na infância, destacando-se pela sua habilidade de improvisação e pelo som poderoso do saxofone tenor. Seus álbuns, como 'Saxophone Colossus' e 'Freedom Suite', são considerados clássicos do jazz pós-guerra. Rollins também é famoso por suas composições, incluindo 'St. Thomas' e 'Airegin', que se tornaram standards do jazz. Além de sua contribuição musical, Rollins era conhecido por seus períodos de afastamento dos palcos, buscando aperfeiçoamento artístico e espiritual. O mais notável desses períodos ocorreu no final da década de 1950, quando ele praticou sozinho na ponte de Williamsburg, experiência que inspirou o álbum 'The Bridge'. Nos últimos anos, enfrentou problemas de saúde e se afastou das atuações, anunciando sua retirada definitiva em 2014. A morte de Sonny Rollins representa a perda de uma das últimas grandes figuras da era dourada do jazz, um músico amplamente reconhecido como um dos maiores improvisadores da história. Seu legado perdurará através de suas gravações e influências em gerações de músicos.