Na noite de segunda-feira, 25, os Estados Unidos bombardearam alvos no Irão, especificamente na província de Hormozgan, enquanto as negociações de cessar-fogo ocorriam em Doha, Catar. Teerão acusou Washington de violar a trégua em vigor desde abril, aumentando as incertezas sobre a possibilidade de um acordo para encerrar a guerra que começou em fevereiro. Os bombardeios, que visaram embarcações iranianas e locais de lançamento de mísseis, foram classificados pelos EUA como uma ação defensiva. O ministério das Relações Exteriores do Irão condenou os ataques, considerando-os uma grave violação do cessar-fogo, e responsabilizou os EUA por quaisquer consequências. A Guarda Revolucionária do Irão afirmou que se reserva o direito de retaliar novas violações. Durante a madrugada de terça-feira, explosões foram ouvidas em Bandar Abbas, onde os ataques norte-americanos resultaram na morte de quatro militares iranianos. As negociações em Doha, que envolvem autoridades iranianas e representantes do Catar, visam estabelecer um memorando de entendimento para interromper a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. Apesar de alguns avanços, os dois lados ainda não anunciaram um acordo iminente, com impasses em temas cruciais como o programa nuclear iraniano e o descongelamento de ativos financeiros. O conflito, que já dura mais de 80 dias, tem impactado severamente o mercado global de energia, com o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz reduzindo o fluxo de navios. Após os recentes ataques, o preço do petróleo Brent subiu novamente, pressionando os preços de combustíveis e alimentos em várias partes do mundo.