O Partido Popular (PP), a principal força da oposição na Espanha, está pressionando o Primeiro-Ministro Pedro Sánchez a se demitir ou a enfrentar uma moção de censura, em meio a casos judiciais que envolvem sua família. O PP apela aos partidos da geringonça para retirar o apoio ao governo, mas enfrenta resistência, pois esses partidos não desejam alinhar-se com o Vox, de extrema-direita. Recentemente, o Partido Nacionalista Basco (PNV) pediu eleições ainda este ano, embora tenha reiterado a recusa em apoiar uma moção de censura do PP. O PNV argumenta que é irresponsável o governo continuar sem uma maioria estável e com uma agenda judicializada. Entre os casos judiciais que envolvem a família de Sánchez, destaca-se o julgamento de seu irmão, David Sánchez, por tráfico de influências. Além disso, sua esposa, Begoña Gómez, enfrenta acusações de corrupção e desvio de fundos públicos, embora um relatório policial tenha indicado que não há movimentações suspeitas em suas contas. O ex-ministro dos Transportes, José Luis Ábalos, também está sob julgamento por corrupção relacionada à compra de máscaras durante a pandemia. A situação política na Espanha continua tensa, com a legislatura atual prevista para se estender até 2026, a menos que ocorra uma moção de censura ou uma demissão.