O Governo de Cabo Verde anunciou a formação de uma equipa multissetorial nacional com o objetivo de coordenar e ativar um plano de contingência para prevenir a entrada do vírus do ébola no país. A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, afirmou que, embora o risco de contágio seja considerado baixo, a comissão contará com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef. As medidas preventivas incluem a emissão de um comunicado urgente para as delegacias de saúde e a população, focando na comunicação de risco e na atualização dos planos de contingência. O plano prevê a intensificação da vigilância em portos e aeroportos, com o objetivo de identificar casos suspeitos e monitorizar as redes de contacto dos viajantes. Maria da Luz Lima destacou a importância da informação e da capacidade de resposta local para o sucesso da operação. O objetivo é garantir que a população esteja informada sobre como agir e que os profissionais de saúde estejam preparados para implementar o isolamento e a vigilância médica, caso surjam casos suspeitos. A OMS esclareceu que a transmissão do vírus ébola exige contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, o que diminui o risco de transmissão em viagens aéreas. Até ao momento, foram registados mais de 900 casos suspeitos na República Democrática do Congo, com 220 mortes associadas à doença.