O novo governo de Francisco Carvalho, que ainda não tomou posse, já enfrenta uma pressão intensa de vários grupos que exigem soluções rápidas para problemas que se arrastam há anos. Desde sindicalistas até empresários, muitos parecem não ter paciência para esperar os cem dias habituais que são concedidos a um novo governo para mostrar resultados. Essa situação levanta questões sobre a viabilidade das promessas do novo líder do PAICV, que pretende implementar novas políticas em áreas como transporte, educação e saúde. Além disso, Carvalho terá que lidar com uma aliança de críticos que, segundo ele, se beneficiaram do sistema anterior e agora exigem mudanças imediatas. A desconfiança em relação ao partido da fraude, que perdeu a confiança do eleitorado, também complica o cenário. A população, que se sente traída, está atenta e espera que o novo governo cumpra suas promessas sem pressões indevidas. A situação é ainda mais complicada pela presença de figuras que se autodenominam democratas, mas que, segundo críticos, têm interesses ocultos. Essas figuras tentam deslegitimar o novo governo, alegando um surto autoritário, enquanto, na verdade, estão mais preocupadas em manter seus privilégios. O novo governo de Francisco Carvalho terá que navegar por essas águas turbulentas e estabelecer uma nova visão econômica que beneficie a todos, não apenas uma elite restrita.