A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) estão a colaborar para desenvolver uma vacina contra a atual estirpe de Ébola que está a afetar o leste do país. Em uma declaração conjunta, ambas as partes afirmaram que estão a realizar ensaios controlados sobre vacinas e tratamentos candidatos, com foco na capital da província de Ituri, Bunia, que é o epicentro da epidemia. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizou que, apesar da ausência de uma vacina autorizada, as medidas de saúde pública continuam a ser eficazes na contenção da transmissão do vírus. A estirpe de Bundibugyo, que está a ser enfrentada, apresenta uma taxa de letalidade entre 30% e 50%. A OMS e o Governo congolês instaram as comunidades a adotarem comportamentos de proteção, como a higiene das mãos e a procura precoce de cuidados médicos. Além disso, Tedros pediu um cessar-fogo na região para facilitar a resposta à epidemia, que ocorre em meio a um longo conflito entre o Exército congolês e grupos rebeldes. A epidemia de Ébola na RDCongo é a 17ª desde que o vírus foi identificado pela primeira vez em 1976. O vírus também se espalhou para Uganda, onde foram confirmados casos importados. A OMS e a União Africana estão a trabalhar para garantir que uma vacina contra a estirpe Bundibugyo esteja disponível até o final de 2026.