Neste domingo, 31, Israel intensificou suas operações no Líbano, tomando a fortaleza medieval de Beaufort, um local estratégico com 900 anos de história. A captura ocorreu após dias de combates intensos e ataques aéreos, com o Exército israelita enfrentando membros do Hezbollah, a milícia libanesa apoiada pelo Irão. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que a fortaleza oferece uma vista ampla do sul do Líbano e é um avanço significativo na guerra em curso, que começou em março. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, condenou a ação israelita, classificando-a como uma política de “terra arrasada”. A captura da fortaleza representa um marco na guerra entre Israel e o Hezbollah, que se intensificou após um ataque do grupo nacionalista contra o norte de Israel. Apesar do cessar-fogo em vigor desde abril, as hostilidades continuam, com ambos os lados se acusando de violações. A fortaleza de Beaufort, que já foi controlada por Israel entre 1982 e 2000, é considerada um ativo militar estratégico devido à sua localização. O Exército israelita anunciou que está preparado para expandir suas operações, visando desmantelar a infraestrutura do Hezbollah e eliminar ameaças à população civil de Israel. Nos últimos dias, Israel também ordenou a evacuação de moradores em várias áreas do sul do Líbano, à medida que as operações se expandem além do rio Litani. As trocas de ataques entre Israel e o Hezbollah continuam, com a milícia libanesa realizando ataques contra tropas israelitas. O governo israelita relatou a morte de soldados e civis em ambos os lados, evidenciando a escalada do conflito e a complexidade da situação na região.