No dia 17 de maio de 2026, Cabo Verde reafirmou sua maturidade democrática através de um ato eleitoral que, embora não tenha trazido os resultados desejados por todos, foi realizado com serenidade. A alternância democrática do poder, que se mantém desde 1991, é uma conquista admirada mundialmente, refletindo uma cultura democrática consolidada. No entanto, a abstenção de 53,4% é um sinal preocupante de distanciamento entre a sociedade e a política, exigindo reflexão de todos os partidos. O novo governo, liderado pelo PAICV, deve honrar a confiança do povo cabo-verdiano com trabalho e responsabilidade. A necessidade de renovação na comunicação e na prática política é evidente, especialmente após duas derrotas consecutivas do MpD. A crise de confiança manifestada pela elevada abstenção deve ser abordada com seriedade, pois representa um desafio para toda a classe política. A democracia em Cabo Verde é um bem precioso que deve ser defendido e aprimorado. A participação ativa dos cidadãos é crucial para o fortalecimento das instituições e a melhoria das condições de vida. O futuro do país depende da capacidade de todos os partidos em ouvir e responder às preocupações reais da população.