O artigo discute a função do Banco de Cabo Verde (BCV) em um país sem recursos naturais significativos, onde a economia depende do turismo e das remessas. O autor questiona a eficácia do BCV, que opera sob uma soberania monetária parcial desde 1998, quando o escudo cabo-verdiano foi atrelado ao euro. A crítica se estende à falta de autonomia do BCV nas decisões de política monetária, que são tomadas pelo Banco Central Europeu, deixando Cabo Verde sem voz nas questões monetárias que afetam o país. Além disso, o autor menciona várias preocupações sobre a gestão do BCV, incluindo a venda de ouro sem consulta prévia e a falta de controle sobre transferências financeiras significativas. A crítica se intensifica ao apontar para o aumento dos proventos do Conselho de Administração e a falta de autoridade do BCV em questões cruciais, como os leilões de fundos do INPS. O artigo conclui que, apesar da estrutura do BCV existir, o seu poder e eficácia são questionáveis, levando a um custo institucional elevado sem os benefícios correspondentes para a população.