A democracia é um espaço onde a discriminação e a exclusão não são aceitáveis, exceto em casos de comportamentos anti-sociais. O autor critica a postura de João Santos Luís, que, ao contestar a sua indigitação como primeiro-ministro, ignora a vontade popular expressa nas urnas. A perda de representação parlamentar da UCID é um reflexo da rejeição do eleitorado, e a insistência de Luís em desmerecer essa realidade é vista como uma falta de dignidade política. O autor argumenta que a queda do poder e a perda de privilégios são momentos traumáticos para aqueles que usaram a política para enriquecimento pessoal. Ele sugere que a oposição deveria agir de forma mais racional, em vez de se deixar levar por sentimentos de orfandade e mau perder. A falta de compreensão da derrota eleitoral por parte de alguns políticos pode levar à sua própria extinção na vida política de Cabo Verde. Por fim, o autor enfatiza que a democracia precisa de partidos fortes e comprometidos com os valores republicanos, e que a perpetuação de figuras patéticas na política não contribui para a saúde da sociedade.