A demissão de Ulisses Correia e Silva desencadeou uma luta pela liderança do MpD, onde Paulo Veiga e Orlando Dias se destacam como candidatos. Ambos concordam que o partido se afastou de suas bases durante anos de governo e prometem uma renovação profunda, envolvendo a juventude e novas ideias. Veiga enfatiza a importância de reconquistar os simpatizantes e a sociedade civil, reconhecendo que o MpD perdeu votos, mas não para a oposição, mas sim para a abstenção. Veiga critica a anterior direção do partido, alegando que a dependência dos dirigentes no governo causou um afastamento dos militantes. Ele acredita que a ideologia do MpD ainda ressoa com as pessoas, e que é necessário apresentar um projeto que atenda às suas ambições. A sua proposta inclui um envolvimento maior da juventude, que, segundo ele, deve ser uma prioridade para revitalizar o partido. O candidato também menciona a importância de um programa que facilite a comunicação com a diáspora e as populações distantes, além de devolver poder às estruturas locais do partido. Apesar de reconhecer o risco de ser visto como um líder de transição, Veiga afirma que seu foco é recuperar o partido e prepará-lo para ser novamente o maior partido autárquico até 2028.