A recente demissão de Ulisses Correia e Silva abriu um espaço para uma nova liderança no MpD, com Orlando Dias e Paulo Veiga como principais candidatos. Ambos reconhecem que o partido se afastou das suas bases durante os anos de governação e prometem um retorno à essência do MpD, onde os militantes têm voz e as decisões são coletivas. Orlando Dias, que já se candidatou à liderança em 2023, reafirma a sua intenção de liderar o partido na próxima convenção em agosto, destacando a importância de uma liderança que esteja no Parlamento para uma oposição construtiva. Dias critica a atual direção do MpD por se distanciar dos militantes e propõe uma reorganização do partido que inclua uma maior participação das bases. Ele enfatiza a necessidade de um MpD democrático, pluralista e próximo da sua história e objetivos programáticos. Para isso, planeja criar estruturas regionais e promover parcerias que garantam a sustentabilidade financeira do partido. Além disso, Dias sugere que, caso vença as eleições, convidará os outros candidatos a serem vice-presidentes, promovendo assim uma liderança intergeracional. Ele acredita que é essencial unir as bases do partido para obter um bom resultado nas próximas eleições presidenciais e autárquicas, e propõe um consenso com os outros candidatos para evitar disputas internas. O objetivo é relançar o MpD e prepará-lo para um futuro mais competitivo.