O Movimento para a Democracia (MpD) continua sem um presidente interino definido, apesar de já ter iniciado o processo de sucessão na liderança. A Direcção Nacional (DN) terá que se reunir para designar o novo dirigente que conduzirá o partido nos próximos meses. Enquanto isso, a actual direcção mantém-se em funções, assegurando o funcionamento normal do partido e a preparação do calendário político que culminará na eleição de um novo presidente. A decisão de Ulisses Correia e Silva de renunciar ao cargo de presidente do MpD, anunciada após as eleições legislativas de 17 de Maio, abre um período de transição crucial para o partido. A DN será responsável por indicar o presidente interino que deverá dirigir o partido durante a preparação das eleições internas e da Convenção Nacional, agendada para Setembro de 2026. A escolha do líder transitório é de grande importância, pois ocorrerá num momento sensível para o MpD, que enfrenta a necessidade de gerir a saída do seu líder histórico e preparar a oposição ao novo governo. O partido procura transmitir uma imagem de estabilidade institucional, enfatizando a continuidade do funcionamento dos órgãos partidários durante este período de mudança.