A Declaração da Praia, resultante do I Encontro Internacional da Crioulidade Atlântica, reintroduziu o conceito de crioulidade no debate cultural. Originalmente, o termo referia-se a seres vivos nascidos nas colônias, mas evoluiu para abranger uma diversidade de identidades culturais. A crioulidade não deve ser vista como uma identidade homogênea, mas como uma macroidentidade que inclui várias microidentidades, refletindo a complexidade das interações culturais. As sociedades crioulas são caracterizadas pela criação de novos produtos culturais a partir do contato entre tradições distintas, sem que as heranças anteriores desapareçam. Além disso, a crioulidade pode se manifestar em diferentes graus, variando de produtos culturais híbridos a novas línguas autônomas.