Agricultores da região de Santiago Norte estão a prever uma redução nas áreas de cultivo para a próxima campanha agrícola, enfrentando uma escassez significativa de mão-de-obra e incertezas quanto ao comportamento das chuvas. Os preparativos para a sementeira já estão em curso, mas a cautela é evidente entre os agricultores, que relatam prejuízos acumulados nos últimos anos devido a diversos fatores que afetam a atividade agrícola. Um dos principais desafios é a dificuldade em encontrar trabalhadores para as várias fases da produção, desde a preparação dos terrenos até à colheita. Esta situação é agravada pela emigração em massa que tem ocorrido nos últimos anos, que contribui para a falta de mão-de-obra disponível. Além disso, a irregularidade das chuvas continua a ser uma preocupação, com a possibilidade de precipitações tardias ou insuficientes para o desenvolvimento das culturas. Embora a campanha agrícola de 2025 tenha registrado chuvas satisfatórias em várias áreas, a imprevisibilidade das condições climáticas pode comprometer o crescimento das plantas. Os agricultores frequentemente se deparam com a situação em que as sementes são lançadas após as primeiras chuvas, mas a falta de precipitação subsequente resulta em perdas significativas. Outros fatores que contribuem para os prejuízos incluem pragas e animais que invadem as plantações, como galinhas-do-mato e macacos. A falta de mão-de-obra durante a colheita é um dos problemas mais críticos, levando os agricultores a optar por cultivar parcelas menores nesta campanha, na esperança de que a época agrícola traga chuvas regulares para o cultivo de milho e feijão.