O presidente do conselho de administração da Imprensa Nacional de Cabo Verde, Raimundo Lopes, afirmou que o início da personalização e produção de documentos de segurança, a partir de 18 de Maio, representa um marco histórico para o país. Esta nova capacidade de produção interna visa reduzir a dependência externa e reforçar a soberania documental de Cabo Verde, permitindo que o país produza os principais documentos de identificação dos cidadãos. Até à data da entrevista, mais de 1.000 Cartões Nacionais de Identificação e cerca de 50 passaportes eletrónicos já foram produzidos. Lopes destacou que a nova infraestrutura foi projetada para atender às necessidades do país, com uma capacidade de produção diária de 1.200 Cartões Nacionais de Identificação, 1.200 Títulos de Residência e 2.400 Passaportes eletrónicos. Ele também mencionou que a procura anual pode chegar a 80 mil CNI, 60 mil passaportes e 5 mil títulos de residência, o que demonstra potencial para explorar novos mercados, especialmente na CEDEAO e CPLP. O investimento total no projeto foi estimado entre 400 e 500 mil contos, com a Imprensa Nacional investindo mais de 300 mil contos em remodelações e adaptações. A União Europeia, através do projeto GESTDOC, contribuiu com cerca de 140 mil contos em equipamentos e assistência técnica. A formação de técnicos especializados é uma prioridade para garantir a manutenção local e reduzir a dependência externa. A Imprensa Nacional continuará a operar em outras áreas, mas a gráfica de segurança será o principal motor de crescimento, podendo adicionar cerca de 250 a 260 mil contos anuais ao volume de negócios da empresa. A ambição é transformar Cabo Verde numa referência regional na produção de documentos de segurança, com planos de internacionalização já em andamento.