A União Europeia (UE) irá reforçar o controlo nas suas fronteiras a partir de sexta-feira, com a implementação do Pacto para as Migrações e Asilo, após dois anos de preparação. Este pacto estabelece regras obrigatórias para todos os Estados-membros, visando lidar com o aumento das chegadas irregulares. Entre as novas medidas, destaca-se a triagem obrigatória de migrantes na fronteira externa da UE, que incluirá uma avaliação rápida para determinar a admissibilidade dos pedidos de asilo. Os requerentes de asilo não poderão entrar em nenhum Estado-membro durante o processo de triagem, que deverá ser concluído em cerca de uma semana. Este processo inclui identificação, controlos sanitários e de segurança, bem como a recolha de impressões digitais e registo numa base de dados biométrica. Apenas os menores não acompanhados e os ucranianos sob proteção temporária estão excluídos deste procedimento. Além disso, os Estados-membros terão de realizar um número mínimo de análises de pedidos de entrada, com base nas passagens irregulares e recusas de entrada. O novo pacto também introduz um mecanismo de solidariedade, onde os países devem ajudar na acolhida e avaliação dos requerentes de asilo, além de compensações financeiras para aqueles que rejeitam pedidos. O Regulamento de Crise, que também entra em vigor, permite que os Estados-membros derroguem temporariamente os prazos normais de asilo em situações de crise migratória. Apesar das novas regras, um relatório da Comissão Europeia revelou que a implementação prática das medidas está atrasada, especialmente em países como Espanha, Itália e Grécia, que são pontos críticos de chegada para migrantes.