Na Assembleia Municipal de São Vicente, os eleitos do PAICV e da UCID apresentaram uma apreciação negativa das contas de gerência de 2025 da Câmara Municipal, criticando atrasos na entrega do relatório e a falta de informações detalhadas. O líder do PAICV, Nilton Silva, destacou a ausência de discriminação nas despesas e a necessidade de auditorias para esclarecer a utilização dos recursos públicos. A UCID também manifestou preocupações semelhantes, apontando que o relatório contém muitas afirmações sem elementos demonstrativos suficientes. O líder da bancada, Anilton Andrade, sugeriu a criação de um Fundo Municipal de Resiliência Climática e a implementação de um Orçamento Participativo Municipal para aumentar a transparência e o envolvimento dos cidadãos. Em contraste, o MpD elogiou a gestão da Câmara, afirmando que as contas refletem uma administração responsável e que evitou desperdícios. O líder do MpD, António Pedro Rodrigues, defendeu que as obras e serviços realizados são úteis para a população e que a contabilidade está devidamente estruturada. O presidente da Câmara, Augusto Neves, rejeitou as críticas da oposição, afirmando que as contas são elaboradas por especialistas e que a gestão é técnica e transparente. O debate sobre as contas da Câmara continua a ser um tema central na política local.