O Governo de Ulisses Correia e Silva, contrariando as boas práticas republicanas, aprovou uma resolução que autoriza a Direção Geral do Tesouro a conceder garantias à empresa pública Linhas Aéreas de Cabo Verde. Esta decisão, tomada a poucos dias da transição de governo, levanta questões sobre a responsabilidade e a ética na gestão do Estado. A resolução, publicada no Boletim Oficial, amarra o próximo governo a compromissos que não foram discutidos com o novo primeiro-ministro, Francisco Carvalho. A resolução refere-se a contratos de locação operacional de aeronaves, criando constrangimentos ao novo executivo que tomará posse em breve. A falta de objetividade na redação da resolução sugere uma tentativa de agir como se o atual governo não estivesse prestes a sair, o que é visto como uma manobra política questionável. Ulisses Correia e Silva e seu governo têm sido criticados por não atender às expectativas dos cabo-verdianos, especialmente no que diz respeito à conectividade e mobilidade. A narrativa de que esta resolução é parte das prioridades estratégicas do governo é vista como irrealista, dado que as responsabilidades governativas estão prestes a mudar para o PAICV e o novo primeiro-ministro Francisco Carvalho.