Os Estados-membros da União Europeia têm agora a obrigação de decidir entre acolher migrantes e refugiados que entram irregularmente no bloco ou pagar compensações que podem chegar até 20 mil euros por pessoa. Esta nova regra entra em vigor com o Pacto Europeu para as Migrações e Asilo, que visa aliviar a pressão sobre os países do sul da Europa, onde muitos migrantes desembarcam anualmente. O pacto, que tem gerado críticas por parte de organizações de direitos humanos, introduz um mecanismo de solidariedade que busca uniformizar a responsabilidade de cuidar e avaliar os pedidos de entrada na UE. O Governo português considera que este pacto pode ajudar a travar a imigração ilegal, ao mesmo tempo que promove uma migração regular e segura, respeitando os direitos fundamentais. Além disso, o Regulamento de Crise também entra em vigor, permitindo que os Estados-membros possam derrogar temporariamente os prazos normais de asilo e prolongar a detenção em fronteira em situações de crise migratória. A legislação estabelece regras comuns para todos os Estados da UE, incluindo a triagem obrigatória de migrantes na fronteira externa, que envolve a recolha de dados pessoais e biométricos. Apesar do tempo de transição, muitos países ainda não implementaram os sistemas necessários, conforme indicado por um relatório da Comissão Europeia. O ministro da Presidência de Portugal, Leitão Amaro, destacou que a uniformização das regras permitirá uma melhor gestão das fronteiras e a criação de canais regulares para a imigração.