Após as eleições de Maio, o novo governo de Cabo Verde deve lidar com questões críticas de segurança nacional. A concessão do transporte marítimo interilhas a operadores estrangeiros levanta preocupações sobre a marginalização de certas regiões do país e a imprevisibilidade no abastecimento. Além disso, o aumento drástico nas taxas do serviço militar obrigatório reflete uma crise nas Forças Armadas, que lidam com um crescente desinteresse dos jovens em se alistar. Outro ponto crucial é a não implementação dos Planos Municipais de Proteção Civil, o que limita a capacidade de resposta a desastres naturais, como a tempestade que atingiu São Vicente. A resposta improvisada do governo a essa tempestade evidenciou a falta de estruturação e planejamento, com a criação de uma comissão após a ausência de um conselho de proteção civil. A questão da pesca ilegal também se destaca, com a falta de prioridades claras para o patrulhamento marítimo, o que compromete a segurança das águas territoriais. A dependência de consultoria externa para a formulação de políticas de segurança nacional levanta preocupações sobre a autonomia do país e a influência de interesses externos, especialmente em um contexto global de tensão militar.