O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) expressou preocupações sobre as ações do governo cessante de Ulisses Correia e Silva, que, segundo eles, estão a condicionar o novo governo liderado por Francisco Carvalho. Carlos Tavares, do PAICV, descreveu as atitudes do governo cessante como vergonhosas, especialmente considerando que o seu mandato já terminou. Entre as decisões criticadas estão a aprovação de seis milhões de dólares para a empresa Linhas Aéreas de Cabo Verde e a compra de uma embarcação usada para o transporte marítimo interilhas. Tavares argumentou que essas medidas são imorais e podem comprometer a capacidade do novo governo de operar livremente. Ele enfatizou que tais ações não devem ser permitidas em Cabo Verde, pois colocam em risco a democracia e o Estado de Direito. O PAICV se reuniu para discutir o programa do futuro governo e ratificar a nomeação de Francisco Carvalho como primeiro-ministro. A crítica do PAICV reflete um descontentamento crescente com a gestão do governo cessante, que, segundo eles, deveria focar na transição pacífica de poder em vez de implementar mudanças significativas que podem ter consequências duradouras.