Os trabalhadores da antiga TICV/BestFly estão descontentes com o incumprimento parcial das promessas feitas pelo Governo em relação ao apoio jurídico durante o processo de despedimento colectivo. Em uma carta, afirmam que, numa reunião realizada em Novembro de 2024, foi garantido que haveria condições para o pagamento integral das dívidas da empresa e apoio jurídico institucional aos trabalhadores. Contudo, alegam que apenas 30% dos montantes devidos foram pagos, deixando muitos trabalhadores em situação de incerteza financeira e emocional. Os trabalhadores denunciam que o suporte jurídico prometido pelo vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, nunca foi disponibilizado, forçando-os a enfrentar um processo complexo sem assistência adequada. Eles não pedem privilégios, mas sim o cumprimento das promessas feitas pelo Estado e a regularização dos pagamentos pendentes. A abrupta suspensão das operações da BestFly em Cabo Verde, após o colapso das relações com as autoridades aeronáuticas, agravou a situação, afetando não apenas os trabalhadores, mas também fornecedores e outras empresas do sector. O encerramento das atividades da empresa deixou um passivo significativo que continua a impactar as famílias e empresas envolvidas. Olavo Correia, por sua vez, nega ter recebido qualquer solicitação de apoio jurídico dos trabalhadores, enquanto a situação se torna cada vez mais crítica para todos os envolvidos no sector dos transportes interilhas em Cabo Verde.