O Exército de Israel intensificou suas operações no sul do Líbano, realizando ataques de artilharia e drones, logo após um acordo entre os EUA e o Irão que visava estabelecer uma trégua na região. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações, confirmou que o Líbano foi incluído no cessar-fogo. No entanto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuaram a realizar ataques em várias localidades, incluindo al-Khiam e Haris, utilizando veículos-bomba e drones. Enquanto isso, o Hezbollah declarou que não executará operações até que Israel respeite o acordo de paz, destacando que a liberdade de movimento das forças israelitas no Líbano é inaceitável. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reafirmou que as IDF permanecerão em áreas de segurança no Líbano, Síria e Gaza para proteger as comunidades israelitas. O Exército libanês alertou os cidadãos a não retornarem imediatamente às aldeias da fronteira sul, apesar do anúncio de um cessar-fogo, e pediu que seguissem as instruções das unidades militares para garantir sua segurança. As Forças Armadas libanesas também advertiram sobre o risco contínuo de ataques israelitas e pediram cautela nas áreas afetadas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irão enfatizou a importância do respeito pela soberania do Líbano como parte do acordo com os EUA, afirmando que a segurança e a independência territorial do país são fundamentais para um pacto sustentável. O acordo deve ser assinado na próxima sexta-feira, 19.