A situação epidemiológica em Cabo Verde em relação aos arbovírus é considerada estável, sem casos ativos, conforme declarado pela coordenadora do Laboratório de Entomologia Médica do INSP. Durante uma conferência internacional que decorre até sexta-feira, 19, a especialista destacou a importância da investigação científica e da cooperação entre países da África Ocidental para enfrentar os desafios relacionados aos arbovírus. O evento, que tem como tema principal o reforço da vigilância entomológica em face das alterações climáticas, visa promover a partilha de dados científicos entre os países da região. A presença do mosquito Aedes aegypti em todas as ilhas de Cabo Verde torna estratégica a participação na Rede de Vigilância de Aedes da África Ocidental (WAASuN). A especialista também alertou para a necessidade de controle da dispersão de vetores e agentes patogénicos, enfatizando que a mobilidade humana e as alterações climáticas estão a acelerar a proliferação de mosquitos. O INSP está a trabalhar em parceria com várias entidades, incluindo o Ministério da Agricultura e Ambiente, para criar barreiras eficazes contra as arboviroses. Com a chegada do verão e da época das chuvas, a entomologista fez um apelo à população para que mantenha os reservatórios de água hermeticamente fechados, uma vez que o Aedes aegypti se reproduz em água limpa. A prevenção é vista como a melhor arma no combate a estas doenças, e a população desempenha um papel crucial nesse esforço.