Cabo Verde acolheu um encontro internacional de alto nível na cidade da Praia, focado na vigilância de arboviroses e do mosquito Aedes aegypti. Organizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) em parceria com a Rede de Vigilância de Aedes da África Ocidental (WAASuN), o evento destaca a importância da vigilância sanitária em face das mudanças climáticas que afetam a saúde pública na região. Durante a abertura, a presidente do INSP, Maria da Luz Lima, mencionou a recente epidemia de dengue que o país enfrentou, mas destacou que atualmente não há casos ativos da doença. Ela enfatizou a necessidade de manter a vigilância em alerta máximo devido à vulnerabilidade climática de Cabo Verde. A presidente também ressaltou a resiliência do país, que se traduziu na certificação de Cabo Verde como país livre de malária pela OMS em 2024. Essa conquista serve como base para a nova meta de implementar uma vigilância integrada de vetores, que visa antecipar crises epidemiológicas. O encontro incluiu sessões de formação prática para entomologistas e técnicos de laboratório, com o objetivo de melhorar a capacidade de resposta a surtos futuros. O co-coordenador da WAASuN, Samuel Dadzie, destacou a importância da conferência e a trajetória da organização, que busca promover a solidariedade e a partilha de conhecimento entre os países africanos. O aumento alarmante de mosquitos Aedes aegypti e infecções transmitidas por vetores, como a febre amarela, exige uma resposta regional coordenada para enfrentar os desafios de saúde pública.