António Nascimento, o director-geral do Instituto Diplomático de Cabo Verde, afirma que o país deve reforçar a sua capacidade de análise estratégica face a um mundo cada vez mais complexo. Ele destaca a importância de uma diplomacia qualificada que possa identificar os interesses nacionais em um cenário internacional em transformação. O Instituto, fundado em 2023, tem como pilares a formação, estudos e análise internacional, e produção de conhecimento. Nascimento enfatiza que a formação de novos diplomatas é crucial, e que parcerias com instituições internacionais, como o Instituto Rio Branco no Brasil, são fundamentais para essa capacitação. Além disso, o Instituto criou um laboratório de línguas para garantir que os diplomatas adquiram as competências linguísticas necessárias antes de assumirem funções no exterior. Cursos de inglês e francês estão programados, com planos para incluir outras línguas como espanhol e árabe. O Instituto também promove ações de formação para um sistema nacional de política externa mais coordenado, envolvendo diversas instituições do país. A ambição do Instituto é ainda mais abrangente, com planos para acolher e formar diplomatas de outros países, transformando Cabo Verde em um centro de formação diplomática na região. Nascimento acredita que isso não só fortalecerá a diplomacia cabo-verdiana, mas também ampliará a influência do país no cenário internacional.