Joaquim Sequeira, membro do Grupo de Sobreviventes do 27 de Maio, manifestou sua estupefação ao ver seu nome em uma lista de restos mortais supostamente correspondentes a vítimas do massacre. Ele denunciou a falsificação da lista e criticou a Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos (Civicop) por não ter contatado os sobreviventes. Sequeira afirmou que o inventário de mais de 600 corpos é 'tudo falso', e que a atuação da Civicop é desrespeitosa para com os sobreviventes e familiares dos desaparecidos. Outro sobrevivente, Jorge Marques, também criticou o trabalho da comissão, descrevendo-o como 'defeituoso'. Os sobreviventes questionaram os métodos de exumação utilizados, relatando que ossos foram misturados com objetos de tortura e que os trabalhos não obedeceram às normas internacionais. Além disso, Sequeira levantou preocupações sobre a fiabilidade dos testes de ADN, afirmando que análises anteriores resultaram em identificações erradas. A cooperação entre Portugal e Angola, que visa esclarecer os eventos do 27 de Maio, foi mencionada, mas os sobreviventes sentem que o governo angolano não está levando a sério as opiniões de especialistas. Sequeira reiterou que o massacre foi um 'ajuste de contas' por opiniões divergentes ao regime, e a falta de transparência nas investigações continua a gerar desconfiança entre os afetados.