O Movimento para a Democracia (MpD) expressou preocupações sobre a decisão do Primeiro-ministro Francisco de Carvalho de acumular a liderança do governo com a pasta das Finanças. O partido argumenta que o ministério das Finanças é crucial para a economia do país e requer um desempenho técnico elevado, o que pode ser comprometido pela acumulação de funções. Além disso, o MpD destaca que essa situação pode ter consequências graves para a taxa de crescimento económico e a confiança dos investidores. Em comunicado à imprensa, o MpD também criticou o novo governo por não cumprir algumas promessas eleitorais logo no início do seu mandato. O partido apontou que Carvalho havia prometido um governo com um Primeiro-ministro, 11 ministros e 2 secretários de estado, mas apresentou uma equipa com 15 ministros e 3 secretários. Esta discrepância é vista como um sinal de falta de compromisso com as promessas feitas durante a campanha. Outro ponto levantado pelo MpD foi a questão da equidade de género, uma vez que o novo governo tem apenas 2 ministras e uma secretária de Estado, representando a menor participação feminina em um governo cabo-verdiano. O partido espera que a nova administração evite a agressividade no discurso político e promova um ambiente de tranquilidade e colaboração, essencial para a participação política dos cidadãos.