A automedicação continua a ser uma prática enraizada na cultura cabo-verdiana, com muitos cidadãos a recorrerem a medicamentos sem a supervisão de profissionais de saúde. Este comportamento, que pode ser visto como uma solução rápida para problemas de saúde, traz consigo riscos significativos, incluindo a possibilidade de reações adversas e interações medicamentosas perigosas. A falta de acesso a cuidados de saúde adequados e a escassez de informação sobre medicamentos são fatores que contribuem para a prevalência da automedicação. Muitas pessoas em Cabo Verde optam por tratar-se com remédios que têm em casa ou que compram sem receita, o que pode levar a um uso inadequado e à resistência a medicamentos. Além disso, a automedicação pode desviar a atenção dos profissionais de saúde para casos que realmente necessitam de intervenção médica. É crucial que haja uma maior sensibilização sobre os riscos associados a esta prática e que se promovam campanhas educativas para informar a população sobre a importância de procurar orientação médica antes de iniciar qualquer tratamento.