O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um relatório que destaca a queda acentuada nas ajudas a países africanos desde 2025, prevendo mais cortes devido ao ambiente geopolítico. Os economistas do FMI enfatizam a necessidade de gerir este declínio sem retroceder nas conquistas em desenvolvimento humano alcançadas nas últimas décadas. O relatório indica que a ajuda oficial ao desenvolvimento tem sido um pilar central do financiamento na África subsaariana, mas os cortes atuais são profundos e generalizados, deixando os decisores políticos com poucas opções. As estimativas apontam para um corte de 26% na ajuda bilateral em 2025, com o apoio multilateral também sob pressão. O FMI alerta que esses cortes afetam praticamente todos os países da África subsaariana, que já dependem significativamente da ajuda externa para financiar serviços essenciais. A situação é ainda mais complicada devido a choques sucessivos, como a pandemia e crises financeiras. Os governos enfrentam escolhas difíceis, com muitos não substituindo a ajuda perdida, o que resulta em custos sociais elevados. O FMI sugere que a gestão do ajuste deve preservar os ganhos em desenvolvimento, priorizando a ajuda de alto impacto e ampliando os instrumentos de financiamento. O relatório conclui que a dependência da ajuda externa será mais incerta no futuro, exigindo uma maior importância da política interna.