O ex-presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, expressou preocupações sobre o estado da democracia e dos direitos humanos em alguns países membros da CPLP, afirmando que a situação atual é 'inaceitável'. Durante o Fórum de Lisboa, ele destacou que, apesar de a CPLP ter como pilares a democracia e os direitos humanos, a realidade nos nove países membros é insatisfatória. Fonseca identificou a falta de uma universalidade constitucional sobre os direitos humanos como um dos maiores falhanços da organização nos últimos 30 anos. Ele também comentou que a implementação dos direitos humanos e da democracia varia significativamente entre os países, devido às suas histórias e culturas distintas. No entanto, ele acredita que a CPLP poderia estar mais avançada na promoção desses valores. Para isso, Fonseca sugere que o secretariado-executivo da CPLP deve ter mais poderes e um papel ativo nas decisões da organização. Além disso, o ex-presidente destacou o acordo de mobilidade como uma das principais conquistas da CPLP nos últimos 30 anos, mencionando as dificuldades iniciais para sua concretização. Ele ressaltou a importância de uma execução eficaz desse acordo, que ainda se encontra em fase de implementação. A CPLP, que celebra 30 anos em julho, inclui países como Angola, Brasil, e Portugal, entre outros.