O Instituto do Património Cultural (IPC) está a promover um simpósio que visa aprofundar a memória histórica do Tarrafal, um local emblemático na luta pela liberdade e direitos humanos. Este evento é parte de uma candidatura para que o Tarrafal seja reconhecido como património da humanidade, destacando a importância de abordar todas as fases da sua história, não apenas os momentos mais conhecidos de repressão colonial e fascista. O Tarrafal é um símbolo de resistência e sofrimento, e a sua história deve ser compreendida em toda a sua complexidade. O simpósio reunirá investigadores de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau e Portugal, com o objetivo de construir uma narrativa mais abrangente e fiel à realidade histórica. Essa abordagem é fundamental para que a memória do Tarrafal se torne uma referência universal, permitindo um diálogo entre gerações. A candidatura à UNESCO não se limita à preservação de edifícios, mas busca transformar o Tarrafal em um espaço de reflexão sobre liberdade e dignidade humana. Através da ampliação da memória, o Tarrafal pode afirmar-se como um lugar de aprendizagem coletiva e um símbolo de resistência, refletindo a capacidade dos indivíduos de manterem convicções em circunstâncias adversas.