Lourença Tavares, presidente da Acrides, fez um apelo ao Governo e ao setor privado para garantir a sustentabilidade financeira da organização, afirmando que os subsídios públicos atuais são insuficientes. Desde 2004, a Acrides recebe um subsídio do Ministério da Educação, mas a implementação de seus projetos depende fortemente do apoio do governo luxemburguês e do trabalho de estagiários. Durante uma mesa redonda promovida pela Acrides em parceria com a UNICEF e o UNFPA, Tavares destacou a importância do projeto 'Crianças Embaixadoras', que visa formar crianças para defender seus direitos e atuar como multiplicadores entre seus pares. A adesão ao projeto é voluntária e tem atraído crianças de diversas nacionalidades, incluindo da Guiné-Bissau. No entanto, Tavares enfatizou a necessidade de respostas sociais concretas do Estado e das empresas para apoiar essas crianças, especialmente em relação a bolsas de estudo e material escolar. O projeto já está avançando em várias ilhas, como São Vicente e Santo Antão, e Tavares acredita que o sucesso a longo prazo depende da inclusão da dignidade humana e do serviço social na agenda política. A nova ministra da Família, sendo assistente social, traz esperança para a Acrides, que vê a otimização dos centros de dia nos bairros como uma estratégia essencial para manter os jovens ocupados e orientados após a escola. Tavares expressou confiança no trabalho da nova ministra e na possibilidade de um futuro mais sustentável para a organização.