A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está prestes a celebrar 30 anos, mas enfrenta um debate acirrado sobre a sua coerência em relação aos princípios democráticos que defende. Especialistas analisam a situação da Guiné Equatorial e da Guiné-Bissau, levantando preocupações sobre o cumprimento dos valores democráticos. O politólogo Almeida Henriques considera que a Guiné-Bissau não tem condições para permanecer na CPLP, especialmente após o golpe de Estado de 2025, enquanto a Guiné Equatorial, apesar das críticas, tem um governo que venceu eleições. A necessidade de um mecanismo eficaz para monitorar o cumprimento dos compromissos dos Estados-membros é enfatizada, refletindo a complexidade das relações dentro da CPLP.