Um grupo de setenta e três familiares de antigos presos políticos do Campo do Tarrafal enviou uma carta à UNESCO e às autoridades cabo-verdianas, manifestando a sua preocupação pela omissão de um período crucial na história do campo no Documento Fundador do Museu da Resistência. Eles argumentam que a memória histórica não pode ser seletiva e deve incluir todos os aspectos da repressão colonial e da resistência antifascista, incluindo o período após o 25 de Abril de 1974, quando muitos cidadãos foram detidos sem julgamento. Os signatários da carta enfatizam que a preservação da memória das vítimas é um dever coletivo e que a história do Tarrafal deve ser documentada com verdade e dignidade. Eles apontam que a reabertura do campo em dezembro de 1974 e as detenções que se seguiram até julho de 1975 são fatos históricos que não podem ser ignorados. A invisibilidade histórica desse período é uma preocupação central, pois muitos dos detidos foram alvo de perseguições políticas sem qualquer acusação formal. A construção de um museu que homenageie a resistência e a memória deve incluir todas as vítimas, independentemente do contexto político. A omissão de certos períodos e vítimas representa uma injustiça moral e compromete a integridade do memorial. Os familiares apelam para que a história seja contada de forma completa, respeitando a pluralidade da memória e os princípios dos direitos humanos.
Na Kriolu
· Versão em Kriolu cabo-verdianoTarrafal: Memória Nã Pode Ser Kontada Pêla Metade
Un grupu di setenta e três familiars di antigos prisioneiros polítikus di Campo di Tarrafal mandá un karta pa UNESCO i pa autoridadis kabu-verdianus, manifesta se preocupason pa omissão di un período crucial na história di kampu na Dokumentu Fundador di Museu di Resisténsia. E argumenta ki a memória histórica nã pode ser seletiva i deve inklui tudu aspéktus di repressão kolonial i di resistência antifascista, inkluindo período pós 25 di Abril di 1974, ki muitos cidadaus foi detidu sen julgamentu.
Signatários di karta ta enfatiza ki preservason di memória di vítimas é un dever kolektivu i ki história di Tarrafal deve ser dokumentada ku verdade i dignidade. E aponta ki reabertura di kampu na dezémbru di 1974 i detenções ki segui até julho di 1975 é fatu históricos ki nã pode ser ignoradu. Invisibilidade histórica di es período é un preocupason central, pa ki muitos di detidus foi alvo di perseguições polítikus sen akusason formal.
Konstrukson di un muzeu ki homenageia resistência i memória deve inklui tudu vítimas, independentementi di kontextu polítiku. Omissão di sertus períodos i vítimas representa un injustiça moral i kompromete integridade di memorial. Familiars ta apela pa ki história seja kontada di forma kompletu, respeitandu pluralidade di memória i princípios di direitos humanos.
Tradução automática para Kriolu — iniciativa do Kabu Verdi para promover a língua cabo-verdiana no digital.



