Cabo Verde está a reforçar a sua preparação e capacidade de resposta a eventuais casos de ébola e outras doenças infecciosas nos pontos de entrada, conforme afirmou a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima. Durante a abertura de um workshop sobre Gestão de Eventos Biológicos de Alto Risco, Lima destacou que, apesar de não haver casos suspeitos de ébola no país, a vigilância é essencial devido às ligações internacionais, especialmente com países africanos afetados por surtos. A Organização Mundial da Saúde classifica Cabo Verde como um país de baixo risco para a introdução do vírus ébola, mas as autoridades locais consideram crucial manter um estado de prontidão. A epidemia em curso na República Democrática do Congo e em Uganda sublinha a necessidade de todos os países estarem preparados para possíveis surtos. Os pontos de entrada, como aeroportos e portos, são considerados críticos para a introdução de doenças, e Cabo Verde, apesar de não ter fronteiras terrestres, tem que estar vigilante nas suas fronteiras aéreas e marítimas. O plano de preparação inclui o aumento da capacidade laboratorial, a prontidão das unidades hospitalares e a formação de profissionais de saúde para a detecção precoce de casos suspeitos. O workshop, que decorre até 3 de julho, envolve várias entidades, incluindo ministérios e autoridades ligadas à gestão de emergências, e culminará com um exercício de simulação para testar os mecanismos de resposta. A presidente do INSP enfatizou que a preparação é fundamental para uma resposta eficaz a emergências sanitárias.