Após as eleições de 17 de maio, Cabo Verde vive um momento de polarização política, onde o extremismo de um dos partidos da oposição tem fomentado o ódio e o ressentimento. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Manuel Amante da Rosa, tem sido alvo de ataques pessoais e campanhas difamatórias, que se distanciam dos valores democráticos e republicanos. Essa situação é agravada por narrativas que distorcem a realidade, como a crítica ao seu estatuto de reformado, que não se aplica de forma justa a outros casos anteriores. Os críticos de Amante da Rosa, que se indignam com a sua nomeação, ignoraram situações semelhantes no passado, onde ministros reformados desempenharam funções sem contestação. A manipulação da informação e a propagação de mentiras têm sido estratégias utilizadas para deslegitimar a sua atuação, especialmente em relação ao seu passado como um defensor ativo nas redes sociais antes de assumir o cargo. A decisão do ministro de suspender a sua presença nas redes sociais, ao aceitar o cargo, foi uma tentativa de separar suas opiniões pessoais das responsabilidades governamentais. No entanto, isso não impediu que seus detratores continuassem a atacá-lo, especialmente em relação às suas posições sobre questões internacionais, como o conflito em Gaza, que ele descreve como genocídio, uma visão que é apoiada por várias organizações internacionais.