O setor educativo em Cabo Verde enfrenta uma crise que exige ajustes urgentes. Educadores e especialistas apontam para a necessidade de rever a programação e organização das etapas de ensino, desde a primeira classe até o décimo segundo ano. Entre as principais propostas estão a redução do número de itens de avaliação por disciplina e a eliminação das passagens automáticas, que têm gerado estresse entre alunos e professores. Além disso, sugere-se a limitação do número de exames de recurso e a redução do número de disciplinas no décimo segundo ano. A proposta inclui também a criação de um ranking de aproveitamento das escolas públicas, visando aumentar a transparência e a qualidade do ensino. A avaliação do corpo docente deve ser baseada na qualidade do ensino, e não apenas na quantidade de alunos que transitam. Por fim, a proibição do uso de telemóveis nas escolas é vista como uma medida necessária para garantir um ambiente de aprendizado mais focado e produtivo. A implementação dessas mudanças é vista como crucial para o futuro do sistema educativo em Cabo Verde.